A dupla de estudantes de Arquitetura da UFRN Lino Zambon e Bruna Suassuna conquistou o primeiro lugar no 12º Concurso para Estudantes de Arquitetura, promovido pelo Centro Brasileiro da Construção em Aço (CBCA), que avaliou os projetos que melhor apresentam um uso apropriado do aço, tanto nos aspectos conceituais e arquitetônicos quanto nos aspectos tecnológicos e construtivos.

Com a vitória, os alunos foram classificados para representar o Brasil no 12° Concurso Alacero de Diseño en Acero para Estudiantes de Arquitectura, organizado pela Associação Latino-Americana do Aço (Alacero), onde vão concorrer com equipes vencedoras dos países membros do Alacero: Argentina, Chile, Colômbia, Equador, México, Peru, República Dominicana e Venezuela.

O tema do concurso deste ano foi Fábrica de Ideias e Inovação, onde a equipe deveria apresentar um projeto que abrigasse laboratórios, oficinas e toda uma infraestrutura necessária para empreender uma iniciativa que a universidade ou os alunos considerem importantes como tema do futuro. Bruna e Lino, ambos do 8º período do curso, foram orientados pelo professor do Departamento de Arquitetura da UFRN Verner Monteiro ao longo de seis meses. “Utilizamos o que aprendemos durante o curso e focamos no desenvolvimento de projetos usando aço, que é algo que a gente já gostava de trabalhar”, explica Lino.

O espaço hipotético escolhido pela equipe potiguar para abrigar o projeto foi a antiga Fábrica de Doces Simas Industrial. Em parte pela localização privilegiada em uma das esquinas da avenida Salgado Filho. “Nesse sentido, a intervenção para reativação do espaço da antiga fábrica tem capacidade de torna-la um dos maiores polos de investimento e de movimentação de economia criativa no estado, além de promover uma maior urbanidade ao longo da avenida e, consequentemente, de Natal como um todo”, descrevem Bruna e Lino no projeto.

A ideia seria dispor a construção longitudinalmente no lote da antiga fábrica e aproveitar as possibilidades de recuo oferecidas, deixando espaço para uma grande praça de uso público, “um respiro em meio aos prédios e ao tráfego intenso da avenida”. O projeto também prevê uma zona pública de exposições, espelho d’água, biblioteca, auditório, laboratórios, espaço de coworking e setor produtivo, para que empreendedores possam ter contato com o desenvolvimento de novas tecnologias.

* Com informações do Portal da UFRN